Ilusões

Às vezes, me retiro aos meus próprios pensamentos,
Sento, divago, respiro, reflito,
Bobo como ainda sou,
Deixo levar-me por cada momento.

Ó ilusões,
Quantos adereços uso ao me referir à ti,
Fonte do meu não dormir,
Qual é o teu preço?

Ilusões,
Façam-me comprar o mais lindo passe,
Que à vós, não quero mais saber,
Me faça a sua melhor/pior vítima,
Antes que o tempo me venha a padecer,

Somos criadores da nossas próprias ilusões, o que é real pode não nos ser real, o que nos é real pode nos ser uma versão de testes. Senhores e Escravos de nossa própria mente, as ilusões assim como nos movem, nos fazem parar. E de lindas metáforas nos associamos, como fruto da nossa própria natureza integrativa de "tribo", acorrentamo-nos aos símbolos, às frases, aos conceitos. Mas e a realidade?

Pergunto-me quão grande será nosso susto ao me depararmos com Ela. Vemos o que está visível aos nossos olhos, narizes e bocas, mas não conseguimos enxergar, mesmo com um senso tribal tão grande, aquilo que se passa por detrás dos nossos sentidos. Daí vem a ganância, a não empatia e a humanidade que nos faz tão singulares. É... realmente... Senhores e Escravos da nossa própria mente.


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